Trabalhadores ocuparão Brasília pela redução da jornada e fim da escala 6×1 no dia 15

Marcha da Classe Trabalhadora de 2026 será transmitida pela TVT
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A mobilização integra o calendário de lutas que se estende até o Dia do Trabalhador, em 1º de maio. Foto: Divulgação

Brasília vai receber na quarta-feira (15), uma ampla mobilização nacional de trabalhadores em defesa da redução da jornada sem corte de salários e do fim da escala 6×1. Com organização da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, a Marcha da Classe Trabalhadora 2026 pretende reunir caravanas de todo o país na capital federal. Saiba os detalhes na TVT News.

A concentração está marcada para as 8h no estacionamento do Teatro Nacional, seguida de uma plenária às 9h e, por volta das 10h30, do início da marcha rumo à Esplanada dos Ministérios. A mobilização integra o calendário de lutas que se estende até o Dia do Trabalhador, em 1º de maio.

Pressão por mudanças nas relações de trabalho

As principais reivindicações giram em torno da modernização das relações de trabalho no Brasil. O foco central é a redução da jornada semanal sem diminuição de salário e o fim da escala 6×1, considerada pelas entidades como prejudicial à qualidade de vida dos trabalhadores.

Além disso, a pauta inclui a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à chamada “pejotização”, vista pelas centrais como forma de precarização, e a ratificação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante o direito à negociação coletiva no setor público.

Também estão entre os eixos demandas sociais mais abrangentes, como o combate ao feminicídio, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o fortalecimento das negociações coletivas.

Documento será entregue aos Três Poderes

Durante a mobilização, lideranças sindicais devem entregar um documento com 68 reivindicações atualizadas aos chefes dos Três Poderes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado Davi Alcolumbre e o presidente da Câmara Hugo Motta.

A pauta é uma atualização das propostas debatidas na Conferência da Classe Trabalhadora (CONCLAT). Segundo dirigentes, cerca de 70% dos itens apresentados em 2022 já foram implementados ou estão em tramitação, como a política de valorização do salário mínimo e a lei de igualdade salarial entre homens e mulheres.

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Mobilização busca impacto político

Para o presidente da CUT, Sergio Nobre, a marcha tem como objetivo ampliar a pressão sobre o Congresso Nacional e dar visibilidade às demandas da classe trabalhadora. “Vamos ocupar as ruas de Brasília na marcha da classe trabalhadora. É muito importante que a militância de todo o país se mobilize para participar dessa manifestação, que será decisiva para dar visibilidade à nossa pauta e pressionar deputados e senadores pela aprovação dos nossos projetos prioritários”, afirma.

A expectativa das organizações é que o ato vá além do simbolismo e contribua para influenciar decisões políticas em temas como geração de empregos, regulação do mercado de trabalho e garantia de direitos sociais.

Com a ocupação de Brasília, as centrais sindicais querem reforçar a defesa de melhores condições de trabalho diante das transformações recentes no mercado, marcadas pela expansão de novas formas de contratação e pela crescente digitalização da economia.

Transmissão pela TVT

Além de estar presente durante a Marcha da Classe Trabalhadora de 2026, a TVT irá transmitir na íntegra todo o evento. Assista no nosso canal do Youtube e sintonize no canal 44.1 (sinal digital) no ABC Paulista. Veja outras formas de acompanhar a TV dos Trabalhadores.

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