Lula encontrará Donald Trump na Casa Branca no dia 7 de maio

Como está a química? Encontro Lula e Trump terá como temas segurança pública e relações comerciais
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Lula e Trump durante encontro em 2025. Foto: Ricardo Stuckert /PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para Washington, nos Estados Unidos, na próxima quarta-feira, para um encontro oficial com o presidente americano Donald Trump. A reunião está agendada para ocorrer na Casa Branca na quinta-feira. O retorno da comitiva brasileira está previsto para a sexta-feira. Leia em TVT News.

Este compromisso internacional foi estabelecido durante uma conversa telefônica entre os dois líderes em janeiro, mas a viagem precisou ser adiada em decorrência da guerra contra o Irã. O governo brasileiro tem manifestado críticas à ofensiva conduzida pelos Estados Unidos contra o país do Oriente Médio. Inicialmente, em fevereiro, o presidente Lula indicou que a visita deveria ter ocorrido na primeira semana de março.

Histórico de encontros Lula e Trump e contexto diplomático

A visita desta semana marca o terceiro encontro pessoal entre os dois presidentes desde o início do segundo mandato de Donald Trump. O histórico recente de reuniões inclui:

Setembro: Um breve encontro de aproximadamente um minuto nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, realizado entre os discursos dos dois líderes.

Outubro: Uma reunião na Malásia, durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), onde ambos participaram como convidados. O encontro na Malásia ocorreu após uma solicitação formal do governo do Brasil.

Esta será a segunda vez que os mandatários se reúnem em território americano neste período.

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Como anda a química? Encontro com o Presidente dos Estados Unidos. Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o residente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático – ASEAN em Kuala Lampur, Malásia.



Fotos: Ricardo Stuckert / PR

O cenário político nacional e a estratégia do Planalto

A viagem oficial acontece em um período de tensionamento na relação entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo no Brasil. Na última semana, o governo enfrentou a rejeição, pelo Senado Federal, da indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF).

A reprovação do nome indicado por Lula é classificada como uma derrota inédita para a gestão atual. Diante deste cenário, a oposição tem utilizado o termo “pato manco” — expressão aplicada a presidentes com baixo capital político ou em fim de mandato — para se referir ao petista.

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Nesse contexto, a articulação do Palácio do Planalto projeta que a agenda em Washington sirva para:

  1. Exibir prestígio internacional: Demonstrar a capacidade de interlocução do presidente Lula com as principais potências globais.
  2. Contraponto à oposição: Afastar a percepção de fragilidade política interna por meio da projeção de uma agenda diplomática ativa.
  3. Manutenção do diálogo: Reafirmar a posição brasileira em temas sensíveis, como a situação no Oriente Médio, apesar das divergências pontuais com a política externa americana.

A pauta internacional e a guerra no Oriente Médio

Embora o encontro tenha como pano de fundo a política externa, os temas regionais e econômicos também cercam a agenda. A participação conjunta dos presidentes na Cúpula da Asean no ano anterior já havia sinalizado um interesse mútuo na aproximação com blocos econômicos do Sudeste Asiático.

Entretanto, as críticas de Lula à ofensiva americana contra o Irã permanecem como um ponto de atenção na diplomacia bilateral. O adiamento da visita, que deveria ter ocorrido meses antes, demonstra como os conflitos internacionais impactam diretamente o cronograma das relações entre Brasil e Estados Unidos.

A viagem representa, portanto, um movimento tático do governo brasileiro para reafirmar sua presença no cenário mundial em meio a dificuldades de articulação doméstica com o Congresso Nacional.

Apoio de Trump a Flávio aumenta chances de votar em Lula, mostra Quaest

Pesquisa do instituto Genial/Quaest indica que um eventual apoio do presidente dos Estados UnidosDonald Trump, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República pode ter um efeito contrário ao esperado. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (13), a manifestação pública do líder norte-americano aumentaria a chance de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 32% dos entrevistados — percentual superior aos 28% que afirmam que o apoio de Trump ampliaria a probabilidade de votar no senador. 

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