A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) intensificou a campanha de vacinação contra a febre amarela nos sete municípios do Grande ABC após a confirmação da circulação do vírus na região. O alerta foi emitido depois que um macaco foi encontrado morto em Santo André com resultado positivo para a doença, sinalizando risco de transmissão em áreas de mata e parques da região. Saiba os detalhes na TVT News.
A medida vale para Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Segundo as autoridades sanitárias, a morte de primatas funciona como um importante indicador epidemiológico, já que esses animais atuam como “sentinelas” da circulação viral em áreas silvestres.
O governo estadual reforçou que não há transmissão da febre amarela entre pessoas nem de macacos para humanos. A infecção ocorre apenas pela picada de mosquitos infectados, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ciclo silvestre.
Vacinação varia conforme o município
Em Santo André, onde houve a confirmação do vírus no primata, a vacinação foi ampliada para bebês a partir dos seis meses de idade. Crianças entre seis e oito meses recebem a chamada “dose zero”, utilizada como proteção inicial, mas que não substitui as doses previstas no calendário regular, aplicadas aos nove meses e aos quatro anos.
Nas demais cidades do Grande ABC, a recomendação é voltada para pessoas a partir dos nove meses que nunca se vacinaram, possuem esquema vacinal incompleto ou frequentam áreas de mata, parques e regiões consideradas de risco.
A SES-SP também orienta que idosos acima de 60 anos, gestantes e mulheres que amamentam bebês de até seis meses passem por avaliação médica antes de receber a vacina.
Outro ponto de atenção envolve as pessoas imunizadas com dose fracionada durante o surto de 2018. A orientação atual é que esses moradores procurem as unidades de saúde para receber a dose integral do imunizante.
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Estado registra mortes em 2026
O reforço da vacinação no ABC ocorre em meio ao avanço de casos em outras regiões paulistas. Até o momento, o estado contabiliza nove casos confirmados de febre amarela em humanos e cinco mortes.
Os registros estão concentrados em Lagoinha, com cinco casos e quatro óbitos, além de ocorrências em Cruzeiro, Araçariguama e Cunha. De acordo com o governo estadual, todas as pessoas infectadas não tinham histórico de vacinação.
Sintomas e prevenção
A febre amarela é uma doença infecciosa grave, com sintomas que surgem de forma repentina. Entre os principais sinais estão febre alta, calafrios, dores intensas no corpo e na cabeça, náuseas, vômitos e fadiga extrema.
A principal forma de prevenção continua sendo a vacinação. Para ampliar a cobertura, o Estado determinou que os municípios facilitem o acesso ao imunizante nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), sem necessidade de agendamento prévio.
As prefeituras também foram orientadas a realizar busca ativa de moradores não vacinados, principalmente em áreas rurais, regiões próximas a parques e unidades de conservação ambiental.
Além disso, a vigilância sobre primatas segue sendo intensificada para identificar rapidamente novas áreas de circulação do vírus. O governo paulista também recomenda que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada e utilize o portal “Vacina 100 Dúvidas” para esclarecimentos sobre a segurança e eficácia do imunizante.
