Lula diz que “Trump não deve se meter nas eleições do Brasil”

Trump "tem direito de ter as preferências eleitorais dele", mas "as eleições do Brasil são um problema do Brasil", disse Lula
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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defende o pix: soberania nacional. Foto: Ricardo Stuckert / PR


Durante coletiva de imprensa no final da reunião de cúpula do G7, o presidente Lula subiu o tom contra a interferência do presidente Trump na política brasileira.  “Trump tem direito de ter as preferências eleitorais dele, mas as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, disse Lula. Leia mais sobre a entrevista de Lula com a TVT News com informações da AFP em Genebra.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que Donald Trump não deveria “interferir nas eleições brasileiras” de outubro, nas quais o líder da esquerda busca a reeleição.

Trump é aliado do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, cujo filho, o senador Flávio Bolsonaro, será o principal adversário de Lula nas eleições.

O presidente americano “tem direito às suas preferências eleitorais”, mas “as eleições brasileiras são problema do Brasil”, disse Lula em Genebra, após participar como convidado da cúpula do G7 na França.

Trump não deve se meter nas eleições do Brasil

Presidente Lula

Na mesma cúpula de líderes, Trump afirmou nesta quarta-feira que o Brasil “se tornou um país um pouco duro, um pouco politicamente perigoso”.

O republicano declarou apoio a candidatos de direita em outros países latino-americanos, como Argentina, Colômbia e Honduras.

Após receber Lula em Washington no mês passado, Trump também se encontrou com Flávio Bolsonaro, a quem descreveu como um “jovem inteligente que ama seu país”.

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Durante reunião do G7, frente a frente com Trump, Lula defendeu soberania. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Dias depois, os Estados Unidos designaram os dois maiores cartéis de drogas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.

Também ameaçaram aumentar as tarifas sobre produtos brasileiros.

Ambas as medidas são veementemente rejeitadas pelo governo Lula, que acusou Trump de se comportar como um “imperador” do mundo.

Os dois líderes estão em tensão desde 2015, quando os Estados Unidos impuseram tarifas ao Brasil em retaliação ao julgamento de Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por seu papel em uma tentativa de golpe.

Os Estados Unidos acabaram por remover algumas dessas tarifas.

Com informações da AFP

O que Trump fez foi coisa desaforada, diz Lula sobre novo tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez “uma coisa desaforada” ao sugerir uma espécie de novo tarifaço ao Brasil em meio a negociações em andamento entre os dois países.

“Acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Ele sabe disso. Por isso eu disse que ele continua agindo como imperador. Nós estávamos fazendo acordo”, disse, em entrevista coletiva após o fim da cúpula do G7, em Évian, na França.

Questionado se havia conversado com Trump durante a cúpula, Lula disse não ter pedido um encontro bilateral com o presidente estadunidense porque ambos os países seguem em fase de negociação. “Não tinha porque pedir bilateral. Nós estamos negociando”.

“Na hora em que terminar a negociação, se não der em nada, não tenho nenhum problema de pegar o telefone, ligar para o Trump e marcar outra conversa. Nasci no mundo político negociando. Desde muito cedo, a minha vida foi negociar com gente tão poderosa quando ele.”

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Entrevista coletiva de Lula após a reunião do G7: recado a Trump. Imagem: Reprodução/ Agência Gov

Com informações das Agências Gov e Brasil

Confira a entrevista de Lula após o fim da reunião do G7

Qual candidato é mais patriota? Para 47% dos entrevistados na pesquisa Quaest, a resposta é Lula

 A pesquisa Genial/Quaest divulgada em 10 junho peguntou qual candidato é mais patriota. Para 47% dos entrevistados, Lula representa melhor a defesa dos interesses do Brasil atualmente.

Flávio Bolsonaro foi citado por 37%. Outros 10% afirmaram que nenhum dos dois representa melhor esse discurso.

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Reprodução Pesquisa Quaest

Quaest investigou repercussão do “Tariflávio”: 57% da população discorda das tarifas dos EUA

A pesquisa também abordou a repercussão das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Segundo o levantamento, 55% acreditam que as novas tarifas vão prejudicar suas vidas ou as de suas famílias. Outros 37% não veem impacto direto.

Sobre a possibilidade de recuo do governo norte-americano, 49% acreditam que as tarifas serão mantidas, enquanto 35% avaliam que haverá recuo.

A maioria dos entrevistados também rejeita a justificativa apresentada pelos Estados Unidos para a medida. Para 57%, é incorreta a afirmação de que a relação comercial entre Brasil e EUA seria injusta e prejudicaria empresas norte-americanas.

Apenas 21% concordam com essa tese.

Impacto eleitoral do tarifaço

O impacto eleitoral do tarifaço também foi medido.

Para 39% dos entrevistados, a medida aumenta a disposição de votar em Lula.

Já 30% afirmam que o episódio os aproxima de Flávio Bolsonaro.

Outros 23% dizem que o caso favorece um terceiro nome.

47% acreditam na relação de Flávio com as tarifas de Trump

Ao serem questionados sobre quem tem razão no debate em torno do tarifaço, 47% concordam mais com a posição de Lula, que atribui a medida à atuação de Flávio Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos.

Já 35% concordam mais com a versão apresentada pelo senador, que afirma ter atuado para evitar a taxação.

Os dados da pesquisa Quaest consolidam a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva e o recuo de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto, rompendo a tendência de empate técnico – Lula abriu seis pontos de vantagem no segundo turno (44% a 38%).

Fatores que impulsionaram a vantagem de Lula

  • O impacto negativo dos escândalos da oposição sobre o eleitorado independente continua a pesar no ânimo dos eleitores, segundo o levantamento.
  • A virada na intenção de voto, de acordo com os cientistas políticos da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) é resultado da combinação entre os primeiros resultados da atual agenda econômica do governo e as “derrapadas” dos adversários.
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Reprodução Pesquisa Quaest cenário Lula e Flávio Bolsonaro

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