Ministério das Mulheres promove debate sobre violência psicológica

Instituto Quais de Mim Você Procura esteve no Ministério das Mulheres para dialogar sobre o enfrentamento ao wollying
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Campanhas promovem conscientização sobre práticas de assédio, intimidação e violência psicológica cometidas de forma intencional e repetitiva com as mulheres. Foto: Mikhail Nilov

Representantes do Instituto Quais de Mim Você Procura participaram de uma agenda institucional no Ministério das Mulheres para apresentar as principais ações desenvolvidas pela organização e entregar uma carta propondo o fortalecimento do diálogo em torno de iniciativas voltadas à promoção dos direitos das mulheres, do empreendedorismo feminino e do enfrentamento às diferentes formas de violência de gênero.

Durante o encontro, as representantes destacaram o trabalho desenvolvido pelo Instituto, reconhecido nacionalmente por iniciativas de fortalecimento do empreendedorismo feminino, da economia colaborativa e do apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade social.

O movimento é liderado pela empresária Kátia Teixeira, idealizadora do Instituto Quais de Mim Você Procura e responsável pela primeira delegação internacional de combate ao wollying da ONU, iniciativa que amplia o debate sobre a violência psicológica entre mulheres em espaços de cooperação nacional e internacional.

Instituto apresentou ações voltadas ao fortalecimento feminino e ao combate à violência psicológica entre mulheres, o wollying

Entre os temas apresentados esteve o “wollying”, termo que reúne as palavras em inglês woman (mulher) e bullying, utilizado para definir práticas de assédio, intimidação e violência psicológica cometidas de forma intencional e repetitiva entre mulheres. O Instituto tem atuado na conscientização sobre esse fenômeno social por meio de campanhas, eventos, publicações e ações educativas.

O movimento reúne milhares de mulheres escritoras que investem coletivamente na publicação de livros e em projetos voltados à transformação social. As coletâneas compartilham histórias reais de superação, resiliência e protagonismo feminino, sendo distribuídas em comunidades, instituições e casas de acolhimento como instrumento de incentivo, acolhimento e fortalecimento de outras mulheres.

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Ministério das Mulheres recebeu integrantes do Instituto Quais de Mim Você Procura / Foto: Instituto Quais de Mim Você Procura

Além da produção literária, o Instituto desenvolve ações direcionadas a mães atípicas, mães solo e mulheres em situação de violência doméstica, promovendo redes de apoio, capacitação e oportunidades para o desenvolvimento pessoal e profissional.

O trabalho da organização recebeu reconhecimento da RankBrasil como o maior movimento do gênero no país. A iniciativa também se destaca pela metodologia voltada à construção de redes colaborativas de relacionamento, incentivo ao empreendedorismo e apoio mútuo entre mulheres.

A atuação do Instituto também alcançou o cenário internacional. Representantes da organização participaram da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW), realizada na sede das Nações Unidas, em Nova York, considerada a principal conferência mundial dedicada à promoção dos direitos das mulheres, da equidade e da justiça de gênero.

De acordo com a assessoria de comunicação do instituto, “a agenda no Ministério das Mulheres reforça a importância da aproximação entre a sociedade civil e o poder público na construção de políticas, projetos e ações capazes de ampliar a proteção, a autonomia e o protagonismo feminino, fortalecendo iniciativas que promovam uma cultura de respeito, acolhimento e enfrentamento às diversas formas de violência contra as mulheres”.

Violência contra mulheres nas eleições: relatório aponta ofensiva da machosfera contra o voto feminino

Um novo relatório do Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas (DesinfoPop), da Fundação Getulio Vargas (FGV), acende um alerta sobre o avanço de discursos misóginos que atacam um dos pilares da democracia brasileira: o direito das mulheres ao voto.

Intitulado “Ataques ao direito de voto das mulheres na machosfera brasileira”, o estudo conclui que comunidades da chamada machosfera no Telegram vêm consolidando uma narrativa organizada para deslegitimar o sufrágio feminino, associando o exercício desse direito a uma suposta decadência social e política.

A pesquisa analisou 126 publicações feitas entre dezembro de 2020 e julho de 2026 em 18 comunidades abertas do Telegram. O principal achado é contundente: 87% dos conteúdos são explicitamente contrários ao voto feminino. Segundo os pesquisadores, praticamente não há contrapontos dentro dessas comunidades. As poucas mensagens classificadas como neutras limitam-se ao compartilhamento de reportagens ou registros históricos, sem defesa efetiva do direito ao voto das mulheres.

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