Uma articulação nos bastidores da campanha presidencial do PL pode alterar a composição da chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo apuração do jornalista Leonardo Sakamoto, Michelle Bolsonaro negocia assumir a vaga de candidata a vice-presidente nas eleições de 2026, substituindo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Leia em TVT News.
De acordo com Sakamoto, a possibilidade ganhou força após a repercussão negativa em torno da escolha de Gaspar para a vice. Nos bastidores, a avaliação seria de que Michelle aceitou discutir a composição da chapa ao lado de Flávio Bolsonaro.
“Michelle Bolsonaro estaria em negociação para poder entrar como vice de Flávio Bolsonaro na chapa. (…) Dada também a repercussão negativa em cima do Alfredo Gaspar, seria possível essa troca pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro assumindo o lugar de Alfredo Gaspar”, afirmou o jornalista.
Sakamoto ressaltou, no entanto, que a negociação ainda não está concluída e depende das tratativas em andamento em Brasília. “É claro, ainda a gente tem que esperar para ver, a gente tem que acompanhar, mas é isso que está batendo nos bastidores em Brasília”, disse.
Até o momento, o PL não confirmou oficialmente qualquer mudança na composição da chapa presidencial.
Flávio Bolsonaro anunciou Alfredo Gaspar, cheio de suspeitas, como vice

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa para as eleições de 2026. A escolha ocorre após as dificuldades do PL para formar uma aliança com partidos do Centrão e representa uma mudança em relação ao plano inicial do senador, que buscava uma mulher de outra legenda para ocupar a vaga. Saiba mais na TVT News.
O candidato à vice de Flávio Bolsonaro é acusado de estupro de vulnerável e também de desvio de emendas parlamentares, denúncia recentemente arquivada pela PGR, além de ter apresentado propostas consideradas desfavoráveis às mulheres. Veja abaixo
Alfredo Gaspar teve 3 propostas no Congresso consideradas desfavoráveis às mulheres
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem um histórico legislativo avaliado como majoritariamente desfavorável aos direitos das mulheres pelo projeto Elas no Congresso, da Revista AzMina.
Levantamento da plataforma, que monitora proposições legislativas relacionadas a gênero, mostra que, na legislatura (2023-2027), Gaspar apresentou cinco propostas analisadas pela rede de organizações parceiras. Desse total, três foram classificadas como desfavoráveis às meninas, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, e apenas duas como favoráveis
Entre as propostas avaliadas como desfavoráveis está o PL 2322/2023, que prevê a submissão de agressores sexuais a tratamento químico de inibição da libido como requisito para progressão antecipada de regime e livramento condicional. O projeto foi analisado pela organização Juristas Negras e recebeu pontuação 0,85 no Quiteriômetro.
Também foram classificadas como desfavoráveis o PL 2499/2024, que determina a notificação policial de casos de interrupção de gestação decorrente de estupro, e o PDL 198/2023, que busca sustar os efeitos de uma resolução do Conselho Nacional de Saúde relacionada ao planejamento da saúde pública. As avaliações foram realizadas, respectivamente, pelo Instituto Maria da Penha e pela Anis.
Em sentido contrário, duas propostas de Gaspar foram consideradas favoráveis: o PL 1561/2023, sobre pensão especial para crianças e adolescentes órfãos em decorrência de crime violento contra mulheres, e o PL 2058/2024, que trata da criminalização da divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento e da sextorsão.