Tebet e até Tarcísio criticam Eduardo Bolsonaro por fala contra vacina

Simone Tebet vê negacionismo no DNA da família Bolsonaro; Tarcísio defende vacina consagrada e segura
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Simone Tebet foi Ministra do Planejamento e Orçamento do Governo Lula. "Vamos buscar alternativas num cenário internacional adverso, mas também consolidar a presença brasileira em um mercado de mais de 120 milhões de consumidores". Foto: Ricardo Stuckert

A candidata do PSB ao Senado por São Paulo, Simone Tebet, afirmou neste domingo (9) que o discurso negacionista “está no DNA da família Bolsonaro” e que os ataques às vacinas são um método para enfraquecer a democracia. Confira a repercussão da fala antivacina de Bolsonaro com a TVT News.

A declaração foi uma reação ao vídeo publicado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) no sábado (8), em que ele aparece assinando um documento nos Correios dos Estados Unidos para isentar a filha da obrigatoriedade de imunização exigida para a matrícula escolar no Texas.

No vídeo, Eduardo criticou a obrigatoriedade vacinal que, segundo ele, é imposta pelo governo Lula no Brasil, e questionou eventuais responsabilizações por efeitos colaterais. A fala ocorre enquanto o estado de São Paulo enfrenta um surto de sarampo, com 23 casos confirmados em 2026.

O Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas de 6 meses a 59 anos das cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo recebam uma dose de reforço.

Aliado de Eduardo Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) rebateu a posição do ex-deputado antes do debate entre candidatos ao governo paulista, no mesmo domingo.

“A vacina do sarampo é consagrada e segura. A gente tem feito um esforço muito grande aqui em São Paulo para aumentar a cobertura vacinal”, disse Tarcísio, recomendando que todos procurem os postos de vacinação. A defesa enfática da vacina contra sarampo por um nome do campo bolsonarista evidencia o isolamento da fala negacionista, repudiada tanto por adversários políticos quanto por aliados próximos.

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Tarcísio durante eebate de governadores do Estado de São Paulo na Band – Reprodução/Bandeirantes

Tebet teve atuação destacada na CPI da Covid

Simone Tebet, que participou da CPI da Covid, reforçou que a postura contrária à ciência é uma marca do clã Bolsonaro. “É da essência, é do DNA da família Bolsonaro ser contra a ciência, não tem como mudar”, declarou a candidata, ao lado de Marina Silva, durante o evento promovido pela TV Bandeirantes.

Ministério da Saúde recomenda ampliar vacinação contra sarampo em SP

Ministério da Saúde recomendou nesta terça-feira (28) que os municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo ampliem a oferta de vacinação contra o sarampo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos de idade. A pasta orienta a adotar a medida durante a próxima Campanha de Multivacinação, prevista para o período de 3 de agosto e 1º de setembro. 

O esquema de vacinação contra o sarampo no Calendário Nacional de Vacinação prevê a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade, com uma segunda dose preferencialmente da tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e catapora) aos 15 meses. Mas quem tem até 59 anos e não recebeu a vacina nessa faixa etária deve procurar um posto de saúde para ser imunizado. 

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No Governo Lula, Brasil recebeu certificado da eliminação do sarampo: “Resultado da força da retomada e da competência do sistema de vacinação brasileiro”, disse o presidente. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Ministério da Saúde divulgou essa recomendação porque identificou um número de casos de sarampo que indica uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus. A pasta afirmou que está reforçando o abastecimento de vacinas para apoiar essa ação de resposta.

Em 2026, foram distribuídas mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola) aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país.

“Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a aplicação da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses de idade, ampliando a proteção desse grupo, mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença”, disse o MS.  

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