Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Trabalhadores denunciam fechamento de agências e lutam por aumento real
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Correios ofereceram 3.511 vagas, sendo 3.099 para nível médio, para o cargo de carteiro, e 412 para nível superior. Foto: Joedson Alves/ABr

Os trabalhadores dos Correios aprovaram greve por tempo tempo inderterminado. A paralisação foi aprovada em assembleia por todos os sindicatos filiados à FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares). Saiba mais em TVT News.

Pauta de reivindicações

Na pauta, os trabalhadores reclamam da política de desmonte da direção da empresa, fechamento de agências, da sobrecarga de trabalho e da recusa da direção da estatal em apresentar uma proposta que contemple reposição salarial digna com ganho real. Para os trabalhadores, o que a gestão chama de “reestruturação” nada mais é do que redução da infraestrutura operacional, corte de distritos postais e precarização do atendimento prestado à população — especialmente nas cidades do interior e nas regiões mais vulneráveis.

A categoria denuncia o plano de sucateamento e o desmonte da estatal, além de exigir investimentos. O Secretário-Geral da FENTECT, Emerson Marinho, enfatiza que a responsabilidade por esta greve nacional cai inteiramente sobre a gestão dos Correios e cobra uma nova proposta do governo federal.

“Todos os sindicatos da nossa base aprovaram a greve porque a situação chegou ao limite. Nós tentamos o diálogo no TST (Tribunal Superior do Trabalho) e em todas as instâncias, mas a direção dos Correios insiste em empurrar uma proposta fraca, sem aumento real e que retira conquistas históricas da nossa categoria. Não aceitaremos que tentem resolver gargalos de gestão cortando empregos, fechando agências e massacrando quem carrega a empresa nas costas. Os trabalhadores não aceitam pagar essa conta. Queremos Correios públicos, fortes e modernos, mas isso só se faz com valorização profissional e investimento sério, não com desmonte. Se o governo e a direção não apresentarem uma proposta à altura das nossas demandas, a paralisação continuará com força total em todo o país”

Defeder a empresa pública

A federação reforça que a greve é uma ação em defesa do próprio serviço postal público, que, enquanto, concorrentes privadas atuam apenas nos grandes centros rentáveis, os Correios têm o dever constitucional de estar presentes em cada município brasileiro. A federação e seus sindicatos filiados permanecem mobilizados e afirmam estar abertos a uma negociação efetiva, desde que a direção da ECT (Empresa Brasileiro de Correios e Telegráfos) e o governo federal apresentem propostas concretas de valorização dos trabalhadores e garantam a manutenção integral dos direitos conquistados.

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