O Brasil e os Estados Unidos vão retomar as negociações sobre o chamado tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. Os representantes dos dois países marcaram uma reunião virtual para a próxima segunda-feira (31), às 14h30, no horário de Brasília. Leia em TVT News.
O encontro será entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Lula e Trump não participarão diretamente da reunião.
A retomada do diálogo ocorre após uma conversa telefônica de cerca de 1h20 entre Lula e Trump. Segundo o governo brasileiro, Lula afirmou que as justificativas para as tarifas são infundadas e que as medidas prejudicam os dois países.
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Desde julho, os Estados Unidos aplicam novas sobretaxas sobre produtos brasileiros, aumentando a pressão sobre setores exportadores. O governo brasileiro tenta ampliar a lista de produtos livres das tarifas e negociar a redução das cobranças.
A reunião também ocorre em meio a uma escalada global das disputas comerciais promovidas pelo governo Trump. O Canadá, por exemplo, anunciou nesta terça-feira (25) tarifas de retaliação de até 50% sobre cerca de 700 produtos dos EUA, com entrada em vigor prevista para 8 de setembro.
Canadá se movimenta em retaliação a EUA
O governo canadense anunciou tarifas de 15% a 50% sobre produtos importados dos Estados Unidos em resposta às medidas adotadas por Washington. A retaliação alcança cerca de US$ 20 bilhões em mercadorias e inclui itens como aço, alumínio, móveis, roupas, eletrodomésticos e alimentos.
O primeiro-ministro Mark Carney afirmou que a estratégia busca responder às tarifas dos EUA “dólar por dólar” e proteger trabalhadores e empresas canadenses.
Ottawa também anunciou um pacote de apoio de 7,5 bilhões de dólares canadenses para pequenas e médias empresas e trabalhadores afetados pela disputa comercial.
A escalada entre os dois países aumenta o risco de novos impactos sobre cadeias produtivas integradas, especialmente nos setores industrial e automotivo. A disputa também reforça a pressão internacional sobre o governo Trump para negociar com seus principais parceiros comerciais.