Desde 20 de abril de 2026, hóspedes de hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem em todo o Brasil passaram a contar com um novo modelo de check-in: totalmente digital. A mudança veio com a obrigatoriedade da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital, sistema integrado ao Gov.br que substitui os tradicionais formulários em papel.
Desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serpro, a plataforma deve reduzir filas, agilizar o atendimento e aumentar a segurança no tratamento de dados dos viajantes. Saiba os detalhes da mudança na TVT News.
Como funciona o check-in digital
O processo é simples e semelhante ao check-in de companhias aéreas. Após fazer a reserva, o hóspede recebe um link do hotel ou pode acessar o sistema por QR Code disponível na recepção.
O login é feito preferencialmente pela conta Gov.br, mas também há suporte para certificados digitais. Turistas estrangeiros não precisam de cadastro na plataforma para utilizar o serviço.
O preenchimento do pré-check-in ocorre em quatro etapas:
- Validação da reserva (dados do hotel e período da estadia)
- Dados pessoais (como nome, CPF ou passaporte)
- Contato (telefone, e-mail e endereço)
- Confirmação (motivo da viagem e meio de transporte)
O sistema também permite incluir acompanhantes e dependentes, facilitando viagens em grupo ou em família.
O pré-check-in é obrigatório?
Não. O preenchimento antecipado é opcional, mas recomendado para evitar filas. Quem não fizer online deverá completar o cadastro na recepção do hotel.
Quais são os principais benefícios?
A digitalização traz vantagens tanto para hóspedes quanto para o setor hoteleiro:
- Mais rapidez: reduz o tempo de espera no check-in
- Menos burocracia: elimina o preenchimento manual em papel
- Sustentabilidade: diminui o uso de papel e custos operacionais
- Segurança: dados protegidos conforme a Lei Geral de Proteção de Dados
- Planejamento turístico: informações ajudam o governo a mapear o perfil dos viajantes
Meus dados estão seguros?
Sim. O sistema utiliza criptografia e segue as regras da LGPD. As informações são usadas apenas para registro obrigatório e análises estatísticas, sem exposição individual.
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Posso corrigir meus dados?
Informações como nome e CPF não podem ser alteradas após a validação inicial por motivos de segurança. Caso haja erro, é necessário entrar em contato diretamente com o hotel.
E no caso de menores de idade?
O registro de menores deve estar vinculado a um responsável legal. A plataforma facilita esse processo por meio do cadastro de dependentes.
O que acontece com hotéis que não adotarem o sistema?
A adesão é obrigatória para estabelecimentos registrados no Cadastur. Quem não se adequar pode sofrer penalidades, como advertências, multas e até bloqueios administrativos.
Modernização do turismo
Com mais de 3.700 estabelecimentos já operando no modelo digital antes mesmo da obrigatoriedade, a FNRH Digital avança a modernização do turismo brasileiro. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram a adesão, enquanto regiões do Norte e Nordeste também já avançam rapidamente.
A expectativa do governo é que o novo sistema transforme a experiência de hospedagem no país, tornando o processo mais ágil, seguro e alinhado às práticas digitais já adotadas globalmente.
Governo não vai monitorar turistas, entenda a verdade sobre a ficha digital de hóspedes
Circula nas redes sociais a informação de que o governo federal passaria a monitorar dados pessoais de turistas por meio da nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital. A informação é falsa.
A FNRH Digital é apenas a versão eletrônica de um cadastro que já existe há décadas e sempre foi obrigatório em hotéis, pousadas, hostels e outros meios de hospedagem no Brasil. O que mudou foi o formato, que deixou de ser em papel e passou a ser digital, com o objetivo de modernizar o processo e reduzir a burocracia.
O sistema foi desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serpro e passou a ser obrigatório em todo o país a partir de abril de 2026, permitindo que os hóspedes preencham suas informações previamente, inclusive antes da chegada ao estabelecimento, por meio da conta Gov.br.
A nova Ficha Digital de Hóspedes foi aprovada pelo Congresso Nacional (deputados e senadores) e sancionada em 2024 pela Presidência da República, e foi apoiada pelo setor. O processo de adesão da hotelaria à ferramenta, iniciado ainda em novembro do ano passado, com a permanente orientação do Ministério ao setor, marca o fim da era do papel e da burocracia desnecessária no balcão dos empreendimentos de norte a sul do país.
O preenchimento pode ser feito de forma simples e rápida, por meio de QR Code, link enviado pelo hotel ou diretamente em dispositivos disponibilizados no local. Quem já possui conta Gov.br consegue concluir o processo em poucos segundos
O que a ficha digital faz (e o que NÃO faz)
A ficha digital não representa qualquer tipo de monitoramento de turistas. O sistema não foi criado para rastrear deslocamentos, controlar viagens ou vigiar cidadãos.
Os dados coletados são basicamente os mesmos já exigidos anteriormente no modelo em papel, como informações de identificação do hóspede. Esses dados têm finalidades administrativas, estatísticas e de apoio à segurança pública, como já ocorria antes da digitalização.
Não há coleta de informações sobre gastos, consumo ou comportamento dos turistas. O sistema não acompanha rotas, não monitora deslocamentos e não permite rastreamento individual de pessoas.
Para que servem os dados
As informações registradas alimentam o Sistema Nacional de Registro de Hóspedes, que permite ao governo ter uma visão mais precisa do fluxo turístico no país, como número de visitantes, perfil dos turistas e taxa de ocupação hoteleira.
Esses dados são utilizados de forma agregada, ou seja, sem identificação individual, para apoiar a formulação de políticas públicas voltadas ao turismo, melhorar serviços e orientar investimentos no setor.
Segurança e privacidade
O sistema segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a proteção das informações pessoais dos usuários.
Além disso, a digitalização do processo aumenta a segurança em relação ao modelo anterior em papel, reduzindo riscos de extravio, acesso indevido ou uso inadequado das informações.
O que mudou na prática
Antes:
- Ficha preenchida manualmente no balcão do hotel
- Processos mais lentos e sujeitos a erros
- Dados dispersos em diferentes formatos
Agora:
- Preenchimento online e antecipado
- Check-in mais rápido
- Informações organizadas em sistema digital integrado.
