O governo de Israel confirmou a autenticidade de uma imagem que mostra um soldado das Forças de Defesa de Israel destruindo uma estátua de Jesus Cristo no sul do Líbano. Saiba os detalhes na TVT News.
O incidente ocorreu na aldeia cristã de Debel, próxima à fronteira com Israel. As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram o militar utilizando uma marreta (ou o lado cego de um machado) para atingir a escultura de Cristo crucificado, instalada em um pequeno santuário no jardim de uma residência privada.
Após análise inicial, as próprias forças israelenses confirmaram que o homem na gravação é um de seus soldados em operação na região. O militar já foi identificado, e uma investigação criminal foi aberta pelo comando militar.
Condenação pelo governo israelense
A repercussão levou autoridades de alto escalão a se manifestarem publicamente. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou-se “chocado e entristecido”, afirmando que o ato viola princípios de respeito religioso supostamente defendidos pelo país.
As Forças de Defesa de Israel afirmaram que a conduta é “totalmente inconsistente” com os valores esperados de suas tropas.
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Indignação internacional e religiosa
O episódio provocou reações duras de líderes religiosos e autoridades internacionais. A Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, que inclui o cardeal Pierbattista Pizzaballa, declarou que o ato como uma grave falha moral e uma afronta ao sagrado.
No Vaticano, o arcebispo Vincenzo Paglia criticou o fundamentalismo por trás da ação, enquanto o ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, descreveu o episódio como “inaceitável e injustificável”.
Nos Estados Unidos, o embaixador Mike Huckabee cobrou punições “rápidas, severas e públicas”, em meio a sinais de desgaste no apoio de grupos evangélicos ao governo israelense.
Contexto de guerra e novas pressões
O caso ocorre em um momento delicado, durante um cessar-fogo temporário entre Israel e o Hezbollah, embora operações militares israelenses ainda estejam em andamento no sul do Líbano.
Além do impacto simbólico, o episódio reforça denúncias mais amplas sobre danos a propriedades civis e locais religiosos na região, incluindo mesquitas e sítios históricos.
Como medida, o Exército israelense afirmou que irá colaborar com moradores de Debel para restaurar a estátua destruída.

