PM paulista dá soco no rosto de mulher com criança no colo em Sorocaba

Imagens de câmeras de segurança flagraram PM desferindo um soco no rosto de uma mulher que segurava uma criança de colo, durante uma abordagem em uma adega no Jardim Amorim, em Sorocaba, no interior de São Paulo
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Imagens de câmeras de segurança flagraram PM desferindo um soco no rosto de uma mulher que segurava uma criança de colo, durante uma abordagem em uma adega no Jardim Amorim, em Sorocaba, no interior de São Paulo. Foto: Reprodução/Câmeras de segurança

Novo caso de violência da PM de Tarcísio de Freitas. Imagens de câmeras de segurança flagraram um policial militar desferindo um soco no rosto de uma mulher que segurava uma criança de colo, durante uma abordagem em uma adega no Jardim Amorim, em Sorocaba, no interior de São Paulo. Leia em TVT News.

O caso ocorreu na tarde de domingo (26).

O vídeo mostra o momento em que policiais chegam ao estabelecimento para abordar um homem. O vídeo mostra ele sendo puxado pela bermuda por um dos agentes.

Uma mulher que estava ao lado com a criança no colo perde o equilíbrio e cai na calçada com o bebê nos braços.

Pouco depois, outro policial chega ao local e, ao se aproximar da equipe, esbarra em uma segunda mulher, que estava com criança no colo. Ela reage dando um tapa no agente.

O PM então volta e desfere um soco no rosto da mulher, que cai no chão ainda com o bebê no colo.

O caso volta a colocar em debate o uso da força por agentes da Polícia Militar em abordagens e a atuação da corporação em ocorrências envolvendo civis, especialmente quando há mulheres e crianças presentes.

As imagens da agressão do PM passaram a circular nas redes sociais e reforçaram os questionamentos sobre a proporcionalidade da ação policial e a necessidade de responsabilização em casos de abuso.

PM e SSP dizem apurar atuação dos policiais

De acordo com a TV Tem, a Polícia Militar informou em nota que instaurou uma investigação para analisar toda a dinâmica da ocorrência, incluindo a atuação dos agentes envolvidos.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) também afirmou à emissora que acompanha o caso e que foi aberto um inquérito para apurar detalhadamente as circunstâncias da abordagem, levando em consideração as imagens registradas pelas câmeras de segurança.

A emissora afirma que a corporação alegou não compactuar com excessos ou desvios de conduta e afirma que eventuais irregularidades serão apuradas e punidas conforme a legislação.

À emissora TV TEM, a mulher agredida afirmou que não registrou boletim de ocorrência contra os policiais. Ela disse ter prestado depoimento e sido liberada em seguida.

Também declarou que não havia motivo para a abordagem realizada na adega e informou ter sido orientada a realizar exames no Instituto Médico-Legal (IML), mas que ainda não havia comparecido ao órgão até a noite de segunda-feira (27).

Relembre outros casos de violência da PM de Tarcísio

A gestão Tarcísio de Freitas acumula casos de violência policial, confira:

Vídeo de câmera corporal contradiz versão policial e mostra que mulher morta por PM não iniciou briga

Registros da câmera corporal de uma policial militar revelam que Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, assasinada na Zona Leste da capital, não começou briga com a policial feminina e nem tocou no retrovisor da viatura antes de ser atingida pelo disparo. O material foi obtido, com exclusividade, pela TV Globo. Leia em TVT News.

Na madrugada de sexta (3), um casal andava pela Cidade Tiradentes quando uma viatura em alta velocidade passou. Segundo relatos, a viatura teria batido com o retrovisor no braço do marido da vítima, Luciano. Nesse momento, sua mulher, Thawanna, teria questionado os policiais sobre a atitude, o que iniciou uma discussão que terminou no disparo fatal da policial.

Até então, havia dois relatos contraditórios. A policial que matou Thawanna diz que ela e o marido demonstravam sinais de embriaguez e que o homem se aproximava muito dos policias. Além disso, diz ter sido agredida pela mulher com tapas no braço e no rosto, por isso, de acordo com ela, foi necessário usar força para garantir a segurança dos policiais.

Já Luciano diz que foi a policial quem chegou intimidando Thawanna:

“Ela chegou já oprimindo, já oprimindo minha mulher, deu um chute. Saí pra cima pra tentar socorrer minha mulher. E escutei só o disparo”.

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PMSP. Policial envoplvida com morte de mulher na ZL é afastada. Foto: Divulgação

O que mostram as imagens da câmera corporal

As imagens da câmera corporal demonstram que a iniciativa do contato partiu da própria policial. De acordo com o vídeo, a agente desembarcou do veículo oficial e se deslocou em direção a Thawanna, efetuando o disparo logo em seguida.

Até o momento do tiro, não há registro de qualquer contato físico ou tentativa de agressão por parte da vítima que justificasse a reação armada. O caso segue sob investigação para apurar a conduta da policial e as circunstâncias da abordagem que resultou na morte da mulher de 31 anos.

Policiais afastados

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a policial Yasmin, que efetuou o tiro, e os outros militares presentes na ocorrência foram removidos de suas atividades operacionais. A apuração dos fatos está sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga as circunstâncias da morte.

O vídeo

O registro da câmera corporal divulgado pela Globo inicia 2h58 da madrugada, momento que policiais entram na Rua Edimundo Audran, na Cidade Tiradentes. Em seguida, o retrovisor da viatura bate no braço do marido de Thawanna, então o PM Weden para o veículo, dá ré e diz:

“A rua é lugar para você estar andando, ca*****?”

Luciano respondeu usando gíria usada por policiais para se referir a colegas.

“Ô, Steve”

“Steve, o ca*****!”, rebaetu.

Tawanna, em seguida, disse:

“Não, não, com todo o respeito, vocês que bateram em nós”.

A policial Yasmin, que estava no banco do passageiro, desceu da viatura nesse momento. No vídeo, é possível ouvir Thawanna dizendo à PM para não apontar o dedo. Nesse momento foi efetuado o disparo.

Moinho: depois da violência de Tarcísio, Lula garante dignidade para moradores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promoveu um conjunto de ações de habitação e dignidade para moradores da Favela do Moinho. Cerca de 900 famílias que vivem na ocupação serão reassentadas por meio de uma solução habitacional definitiva, segura e inclusiva.

Lula disse que este foi um dia importante para o povo brasileiro. “Resolvemos fazer justiça com vocês. Na cabeça de muita gente da elite brasileira, pobre e gente que mora em favela é sempre considerado bandido. Não tratam vocês como trabalhadores e trabalhadoras que querem ser felizes, construir suas famílias, morar bem, ter uma casa para morar e ter a cabeça erguida”, disse Lula.

O evento contou com a assinatura de duas portarias fundamentais: uma regulamentando o acesso às moradias e outra que autoriza o início do processo de mudança no terreno, que é da União. Tudo isso sem violência, respeitando as famílias.

“Tivemos semanas de tortura com a violência da polícia. Fomos massacrados sem a imprensa poder nos filmar. As crianças não podem ver polícia que correm pra casa. Todos são testemunhas. Esse dia vai ser histórico. Ao invés de tomar tapa, bomba e tiro, recebemos o presidente da República (…) Pedimos socorro ao presidente Lula”, disse Flávia da Silva, moradora do Moinho.

PM executa morador de rua com 3 tiros de fuzil em SP

Dois policiais militares da Força Tática do 7º Batalhão da Polícia Militar (BPM), da 4ª Companhia, foram presos preventivamente após a conclusão de uma investigação da Corregedoria da PM que aponta que eles executaram um morador de rua desarmado, de costas e com as mãos para trás, no centro de São Paulo. O crime aconteceu em 13 de junho, sob o Viaduto 25 de Março, na região central da capital.

A vítima foi identificada como Jefferson de Souza, de 24 anos, natural de Alagoas, que vivia em situação de rua. Inicialmente, os policiais envolvidos na ocorrência — o tenente Alan Wallace dos Santos Moreira, de 25 anos, e o soldado Danilo Gehring, de 24 — alegaram que Jefferson teria tentado tomar a arma de um deles. No entanto, as investigações da Corregedoria desmentiram a versão apresentada.

Segundo a apuração, os policiais levaram Jefferson a um ponto escuro e isolado, fora do alcance das câmeras públicas. Lá, o tenente Alan Wallace disparou três vezes com um fuzil, matando o jovem. As gravações das câmeras corporais utilizadas pelos policiais registraram parte da ação, mesmo após o soldado Danilo Gehring tentar cobrir a lente do equipamento. As imagens foram suficientes para contradizer os relatos dos agentes e confirmar a execução.

A Polícia Militar, por meio de seu porta-voz, major Rodrigo dos Santos, declarou que o episódio “envergonha muito e viola todos os valores da instituição”. Ele afirmou que a PM não tolera desvios de conduta e está colaborando com as investigações.

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