A candidata do PSB ao Senado por São Paulo, Simone Tebet, afirmou neste domingo (9) que o discurso negacionista “está no DNA da família Bolsonaro” e que os ataques às vacinas são um método para enfraquecer a democracia. Confira a repercussão da fala antivacina de Bolsonaro com a TVT News.
A declaração foi uma reação ao vídeo publicado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) no sábado (8), em que ele aparece assinando um documento nos Correios dos Estados Unidos para isentar a filha da obrigatoriedade de imunização exigida para a matrícula escolar no Texas.
No vídeo, Eduardo criticou a obrigatoriedade vacinal que, segundo ele, é imposta pelo governo Lula no Brasil, e questionou eventuais responsabilizações por efeitos colaterais. A fala ocorre enquanto o estado de São Paulo enfrenta um surto de sarampo, com 23 casos confirmados em 2026.
O Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas de 6 meses a 59 anos das cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo recebam uma dose de reforço.
Aliado de Eduardo Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) rebateu a posição do ex-deputado antes do debate entre candidatos ao governo paulista, no mesmo domingo.
“A vacina do sarampo é consagrada e segura. A gente tem feito um esforço muito grande aqui em São Paulo para aumentar a cobertura vacinal”, disse Tarcísio, recomendando que todos procurem os postos de vacinação. A defesa enfática da vacina contra sarampo por um nome do campo bolsonarista evidencia o isolamento da fala negacionista, repudiada tanto por adversários políticos quanto por aliados próximos.

Tebet teve atuação destacada na CPI da Covid
Simone Tebet, que participou da CPI da Covid, reforçou que a postura contrária à ciência é uma marca do clã Bolsonaro. “É da essência, é do DNA da família Bolsonaro ser contra a ciência, não tem como mudar”, declarou a candidata, ao lado de Marina Silva, durante o evento promovido pela TV Bandeirantes.
Ministério da Saúde recomenda ampliar vacinação contra sarampo em SP
O Ministério da Saúde recomendou nesta terça-feira (28) que os municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo ampliem a oferta de vacinação contra o sarampo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos de idade. A pasta orienta a adotar a medida durante a próxima Campanha de Multivacinação, prevista para o período de 3 de agosto e 1º de setembro.
O esquema de vacinação contra o sarampo no Calendário Nacional de Vacinação prevê a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade, com uma segunda dose preferencialmente da tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e catapora) aos 15 meses. Mas quem tem até 59 anos e não recebeu a vacina nessa faixa etária deve procurar um posto de saúde para ser imunizado.

O Ministério da Saúde divulgou essa recomendação porque identificou um número de casos de sarampo que indica uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus. A pasta afirmou que está reforçando o abastecimento de vacinas para apoiar essa ação de resposta.
Em 2026, foram distribuídas mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola) aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país.
“Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a aplicação da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses de idade, ampliando a proteção desse grupo, mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença”, disse o MS.
Você também pode se interessar:
- Rede de atendimento às mulheres registra mais de 782 mil atendimentos em 2025
- Cine Alvorada exibe filme sobre líder estudantil Honestino Guimarães
- Deputada defende distribuição gratuita de semaglutida no SUS em SP
- FUP leva solidariedade dos petroleiros a Cuba e participa de encontro latino-americano sobre soberania