O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa para as eleições de 2026. A escolha ocorre após as dificuldades do PL para formar uma aliança com partidos do Centrão e representa uma mudança em relação ao plano inicial do senador, que buscava uma mulher de outra legenda para ocupar a vaga. Saiba mais na TVT News.
Gaspar é o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ex-procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Alagoas, ele se filiou ao PL em março deste ano. Inicialmente, a intenção era disputar uma vaga ao Senado ou concorrer ao governo de Alagoas.
À frente da relatoria da CPMI do INSS, Gaspar tem direcionado parte das investigações para questionamentos sobre a atuação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em seu relatório, o deputado fez diversas referências ao presidente e à atual gestão federal ao abordar as irregularidades investigadas. A atuação anterior do parlamentar e sua proximidade com o bolsonarismo ajudaram a consolidar seu nome dentro do PL.
A definição da chapa também expõe as dificuldades de Flávio Bolsonaro para ampliar sua aliança eleitoral. A intenção inicial era atrair uma mulher de um partido aliado para a vice, estratégia que poderia contribuir para ampliar a composição política da candidatura e dialogar com o eleitorado feminino. A escolha de outro integrante do PL, portanto, reduz o alcance partidário da chapa.
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Alfredo Gaspar fez coleta de DNA após acusação de estupro
A escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro também ocorre em meio a uma acusação de estupro feita contra o deputado.
Alfredo Gaspar é alvo de uma notícia-crime apresentada à Polícia Federal em 27 de março de 2026 pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS). O documento sustenta que o parlamentar teria cometido estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado após o suposto abuso, e desembolsado R$ 400 mil para evitar que a denúncia viesse a público. Gaspar contesta as acusações e afirma que a mulher apontada como sua filha seria, na realidade, filha de um primo.
Em abril, Gaspar realizou, em Maceió, a coleta de material biológico para um exame de DNA. O procedimento foi realizado no Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica de Alagoas, por determinação judicial. A amostra permanece armazenada para análise posterior.
Até o momento, não foram apresentadas publicamente provas que comprovem a acusação. Gaspar nega ter cometido o crime e afirma que as declarações têm relação com um episódio envolvendo um primo, ocorrido há cerca de nove anos em Alagoas.
Segundo Gaspar, a coleta foi solicitada por iniciativa própria como forma de antecipar a produção de provas e esclarecer as acusações que considera falsas. O deputado afirmou não temer a investigação e defendeu que o caso seja apurado com rapidez.
Ele também informou ter acionado a Justiça nas esferas cível e criminal contra pessoas que, segundo ele, fizeram acusações indevidas, além de apresentar representações para pedir a responsabilização dos envolvidos.
O parlamentar classificou as acusações como falsas e irresponsáveis e afirmou que elas seriam uma tentativa de desviar a atenção das investigações conduzidas pela CPMI. Gaspar também declarou ter apresentado medidas à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Polícia Federal (PF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra os responsáveis pelas acusações.