O programa de governo do Lula para um eventual novo mandato apresenta 13 diretrizes para orientar as políticas públicas federais. O documento, elaborado pela coligação Lula-Alckmin, propõe a continuidade de ações iniciadas no atual governo e estabelece prioridades para áreas como democracia, combate às desigualdades, segurança, educação, saúde, economia, meio ambiente e trabalho.
- O programa completo está disponível no documento oficial da campanha. Leia o programa de governo do Lula
O documento do programa de governo do Lula, intitulado “Diretrizes para o Programa de Transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo”, foi construído a partir das entregas realizadas entre 2023 e 2026 e estabelece 13 eixos prioritários para a gestão federal.
O que você precisa saber sobre o programa de governo do Lula
– O programa reafirma compromissos com a democracia, a participação social e a modernização do Estado.
– A neoindustrialização, com foco em inovação e sustentabilidade, é um dos pilares centrais.
– O combate às desigualdades aparece como eixo transversal, com ações afirmativas e ampliação de políticas sociais.
– A segurança pública é tratada como prioridade nacional, com ênfase na integração federativa e no enfrentamento ao crime organizado.
– O Brasil assume protagonismo internacional, com defesa da soberania e ampliação de acordos comerciais.
Conheça a imagem da coligação Lula e Alckmin para as eleições 2026

Quais são as 13 diretrizes do programa de governo do Lula?
O documento do programa de governo do Lula é apresentado como um projeto de transformação do Brasil, com foco na soberania nacional, democracia, desenvolvimento sustentável, redução das desigualdades e ampliação de direitos. O programa de governo também faz um balanço das ações do atual mandato e aponta medidas que a candidatura pretende aprofundar em um novo governo. Confira
1. Fortalecer a democracia, a participação social e modernizar o Estado
A primeira diretriz defende o fortalecimento da democracia, a participação da sociedade nas políticas públicas e a modernização da administração federal. O documento também propõe ampliar a participação social no planejamento e no orçamento, além de discutir mudanças no sistema de emendas parlamentares e a regulação democrática das plataformas digitais.
2. Combater as desigualdades
O segundo eixo reúne medidas de proteção social, valorização do salário mínimo, justiça tributária, transferência de renda e inclusão produtiva. O texto também prevê políticas voltadas às mulheres, população negra, povos indígenas e quilombolas, pessoas com deficiência e população LGBTQIAP+.
3. Proteger a vida com uma segurança pública mais eficiente e integrada
A proposta prevê maior integração entre União, estados e municípios, uso de inteligência, investigação e controle de fronteiras. O combate ao crime organizado inclui a asfixia financeira das organizações criminosas, controle de armas, modernização do sistema prisional e ampliação da cooperação entre forças de segurança.
4. Garantir o direito à educação para transformar vidas e o país
A educação básica, a alfabetização, o ensino integral, a formação profissional e a expansão das universidades e institutos federais estão entre as prioridades. O programa prevê continuidade do Pé-de-Meia, expansão da rede federal e ações para valorizar professores.
5. Fortalecer a saúde com equidade, inovação e soberania
O programa coloca o SUS no centro das políticas de saúde, com ampliação da atenção básica, redução das filas, acesso a medicamentos, saúde digital e integração de dados. Também prevê investimentos na produção nacional de medicamentos, vacinas e outros insumos.
6. Ampliar o acesso à cultura e ao esporte
A cultura é tratada como direito e como setor capaz de gerar trabalho e renda. O programa prevê o fortalecimento de mecanismos como a Lei Aldir Blanc e a Lei Rouanet. No esporte, estão previstas ações para ampliar o Bolsa Atleta, equipamentos esportivos e políticas de formação.

7. Fortalecer o direito à cidade
Habitação, saneamento, mobilidade urbana, infraestrutura, prevenção de riscos e adaptação às mudanças climáticas aparecem integrados na proposta. O documento também prevê a continuidade dos investimentos urbanos por meio do Novo PAC.
8. Promover uma economia mais sustentável, produtiva e digital
A proposta combina crescimento econômico, industrialização, inovação tecnológica, transformação digital, infraestrutura e sustentabilidade. O programa defende o fortalecimento da indústria nacional e o uso de políticas públicas para estimular investimentos, produtividade e geração de empregos.
9. Segurança alimentar e produção agrícola
O programa prevê políticas para combater a fome, ampliar a produção de alimentos e fortalecer a agricultura familiar. Também estão entre as prioridades o crédito, a assistência técnica e a articulação entre produção agrícola e desenvolvimento sustentável.
10. Ampliar a segurança energética e liderar a transição para uma economia de baixo carbono
A proposta associa segurança energética à expansão de fontes renováveis e à redução das emissões de carbono. O documento defende investimentos em novas tecnologias e em uma matriz energética capaz de contribuir para o desenvolvimento econômico e ambiental.
11. Promover a sustentabilidade ambiental e climática
O programa prevê continuidade das políticas de combate ao desmatamento, proteção dos biomas, recuperação ambiental e enfrentamento das mudanças climáticas. A agenda ambiental também é apresentada como parte da estratégia de desenvolvimento econômico do país.
12. Valorizar o trabalho em suas múltiplas formas
A proposta prevê valorização do salário mínimo, proteção trabalhista, inclusão produtiva e fortalecimento da economia solidária. Entre as medidas citadas está o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, nos termos aprovados pela Câmara.
13. Defender a soberania nacional e o protagonismo internacional do Brasil
O último eixo defende maior autonomia brasileira nas áreas econômica, tecnológica, energética, ambiental, científica e diplomática. O documento também propõe a continuidade da atuação internacional do Brasil e do fortalecimento do multilateralismo.
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